Cale do Oiro
— desde 2014 —

A experiência de conhecer uma cidade na sua totalidade transcende a soma das partes que a compõem. Fernando Catarino reconheceu este facto e talvez seja por isso que a sua marca, Cale Do Oiro, una todas as vertentes que advêm de dar a conhecer uma cidade, sob o lema comum da descoberta da história e tradição aveirense.

Este abrangente projeto começou de maneira quase acidental. Catarino, esteve desde sempre ligado à indústria de sal, e, em conversa com um cliente seu de longa data, Ricardo Moreira das Neves, soube que este queria vender um barco salineiro, o “Moreira”. Quiçá por saudosismo ou mero ímpeto, quis ficar com o velho salineiro, que se veio juntar a um outro barco, “S.Gonçalinho” que lhe tinha sido oferecido pelo escultor Paulo Neves.

Negócio fechado, mas com a condição de que o “Moreira” continuasse a assegurar o transporte dos Bombeiros Aveirenses, para o seu convívio anual em S.Jacinto, compromisso esse que continua a ser honrado.

Catarino criou a marca Cale Do Oiro, em 2012. Ainda a 'cozinhar' um pouco o conceito com o lançamento de algumas linhas de produtos alusivos à região e, em conversa com o seu amigo, Mário Santos, discutiram a possibilidade de concorrer à atribuição de CAEs marítimo-turísticos de Aveiro. E assim foi que formaram uma sociedade. Porém, não se ficaram por aqui. A fase seguinte do projeto incluiu terra firme. Adquiriram o primeiro comboio turístico da cidade e planearam rotas de circulação, hop-on hop-off, proporcionando aos passageiros a possibilidade de conhecerem e sentirem toda a cidade de Aveiro, a seu bel-prazer.

Não obstante o sucesso de ambas as iniciativas, faltava algo fulcral que desde sempre definiu a cidade, algo que Catarino conhecia muito bem, as salinas. O Salinário/Cale do Oiro, contempla duas marinhas, a Grã Caravela e a Peijota, sendo que esta última pertence a um amigo, Pedro Sardo, que se juntou ao projeto.

Pouco depois foi criado na Rua Engenheiro Silvério Pereira da Silva um Hotel Cale do Oiro, com os seus quartos decorados a rigor com a tipicidade que Aveiro impõe e que se afigura como o ponto de paragem perfeito para quem visita a cidade.

Por fim, uma lancha, com capacidade para cinquenta pessoas, com o intuito de promover festas diversas com DJ´s, degustações e viagens mais longas, fora dos canais centrais de Aveiro, até S.Jacinto, praias da Barra e Costa Nova.

A Cale do Oiro oferece, desta forma, uma experiência única e completa, produtos, pontos de interesse, narração de histórias, estadia e outras atividades. Desde o comboio que parte da Estação Caminhos de Ferro, circulando pela Universidade, Marinhas de Sal, Parque Municipal, Museu de Santa Joana e Centro de Congressos, aos barcos moliceiros e mercantéis que navegam pela ria, com os seus entusiásticos guias, poliglotas, que vão recriando memórias de um Aveiro de antigamente, das suas gentes e afazeres, às marinhas de sal, onde os visitantes podem conhecer todo o processo ancestral de produção de sal e flor de sal de excelente qualidade, usufruir do Spa Salínico, com lamas terapêuticas, benéficas para a pele, circulação sanguínea, tratamento de psoríase, etc…

Cale do Oiro, outrora a zona mais nobre da Ria, rica em sal, pesca, moliço e algas, que durante décadas representou o sangue pulsante de Aveiro, hoje, representa a riqueza do património cultural da cidade de Aveiro.
Não perca a oportunidade de o conhecer.  
Cale do Oiro

 

2019-01-18T16:33:05+00:00