Residencial Palmeira
— desde 1986 —

Isabel é uma pessoa viajada. Com apenas três anos foi com os pais para o Canadá e aos 14 para a Venezuela. Quando a família regressou a Portugal, a sua mãe, Saudade e o seu pai Antero adquiriram a Residencial Palmeira, no nº 11 da Rua da Palmeira em Aveiro, que pertencia à sociedade Almeida & Silva Lda. desde 1953. Corria o ano de 1986. O negócio era uma completa novidade para os pais. No Canadá, Antero tinha trabalhado na construção e Saudade numa fábrica, enquanto que na Venezuela tinham tido uma padaria, em que o fabrico de pão dava pouco azo ao contacto com o público. Foram, contudo, muito bem vindos na rua da Palmeira. Tinham acabado de tomar as rédeas do negócio a 1 de Novembro quando, no dia onze, durante um magusto, foram presenteados pela vizinhança com cálices de jeropiga e castanhas. É um gesto que Saudade ainda hoje relembra, e que lhes deu alento para levar o negócio a bom porto.

Os anos foram passando, Isabel casou e teve um pequenino e frágil presente que dava pelo nome de 'Michelle', a sua primeira filha. Foi nesta altura que, resolveu partir mais uma vez para o Canadá, onde trabalhou, durante desde 1987 até 1992. Teve mais duas meninas, a Tanya e a Kayla. Pouco tempo depois, em 1992, Isabel regressou a terras lusas e juntou-se ao negócio dos pais. No início, foi para ela uma realidade bastante diferente. Estava habituada a um trabalho de horário fixo, de ter tempo para si depois do expediente e, em boa verdade, não se sentia completamente à vontade com o atendimento ao público. Apesar de tudo, com o passar dos anos ganhou gosto pela sua função, pelo contacto com o público e pelo gosto em receber. Aliás, essa mudança está bem patente na necessidade que Isabel foi começando a sentir em ter o seu próprio negócio. Esse sonho materializou-se a 1 de Maio de 1998 sob a forma da Hospedaria 5 Bicas. Conheça a história da Hospedaria 5 Bicas aqui.

Saudade e Antero, começaram, todavia, a sentir o desgaste da gestão de um negócio tão exigente e Isabel resolveu fechar temporariamente a Hospedaria 5 Bicas para poder passar a gerir sozinha, em 2005, a residencial Palmeira. O crescente entusiasmo com que Isabel cuidava do negócio, foi garantindo uma modernização constante do espaço. As camas foram sendo trocadas, a decoração renovada, foram colocados vidros duplos, o negócio adaptou-se ao formato informatizado, enfim, Isabel trouxe a residencial para o século XXI. De notar que muitas destas alterações foram feitas pela própria Isabel, que se foi assumindo como uma mulher dos sete ofícios, com especial gosto pela pintura e decoração.

O arquétipo de cliente também foi mudando com o tempo. Na altura dos seus pais, a residencial era muito frequentada pelo que Saudade chamava de viajantes. Entenda-se: antes da era da internet, antes até das auto-estradas e inúmeras ligações entre as regiões portuguesas, as marcas e negócios precisavam de representantes no terreno, pessoas que efetuavam o leva-e-trás de documentos, pagamentos, propostas, entre outros e que obviamente necessitavam de dormida depois de muitas horas de estrada. Hoje em dia, o estabelecimento é frequentado por portugueses (que segundo Isabel, viajam cada vez mais cá dentro) e uma miríade de turistas, de todos os cantos da Europa e até de outros continentes. Durante a Páscoa, os espanhóis são especialmente assíduos. Isabel, com a sua infância errante, sente-se à vontade com o Inglês e o espanhol, e o Francês está cada vez mais a estar consolidado.

O lema da residencial é um convite à visita: 'sinta-se em casa fora de casa'. A estadia aqui não o desmente: cada quarto tem casa de banho privativa, TV, secador de cabelo, WI-FI e todos os dias é servido, das 8:00 às 10:30 um pequeno almoço tradicional com torradas, cereais, leite com chocolate, sumo, chá e café. Existe também uma parceria com a Bik&vento para permitir a descoberta de Aveiro. Além do intercâmbio cultural que os seus hóspedes lhe proporcionam, Isabel é também testemunha ocasional do movimento crescente que se faz sentir em Aveiro e dos grupos galhofeiros que transitam as ruas da cidade. Um dia apareceram-lhe uns sapatos de salto alto no parapeito da janela, após uma noite animada... Nada a que os vidros duplos não resistam.

A rua da Palmeira, assim chamada por em tempos passados ter uma palmeira, acabou por 'emprestar' o nome ao negócio iniciado em 1953. Era um pequeno riacho que mantinha viva a palmeira e Isabel afirma que, por vezes, ainda tem a impressão de ouvir o correr de água perto da residencial. Ela por sua vez, sabe bem como manter bem vivo este negócio.
Venha conhecer uma residencial que lhe traz o conforto de casa e o envolve no bairro mais pitoresco de Aveiro.  
Residencial Palmeira

 

2018-11-12T16:34:37+00:00