Baga de Sal Guesthouse
— desde 2010 —

Os fechos dão os últimos 'clacks', acompanhados pelo som cortante e súbito de zips que fecham com impaciência as malas. Pergunta-se pela décima vez se já se arrumaram as escovas de dentes e se ninguém se esqueceu de nada, enquanto alguém toma um café à pressa. É o começo das férias para muita gente. Procuram-se novas experiências e horizontes que nos enriqueçam, porém, no fim de toda a celeuma e movimento, já se almeja o regresso ao lar, ao conforto, à familiaridade. A multiplicidade de hostels, hotéis, pousadas e guesthouses que surgiram nos últimos anos promete acomodar o turismo crescente em Portugal, mas poucos são os estabelecimentos que conseguem aliar o conforto e à-vontade do lar com a possibilidade de descobrir uma cidade. Hoje temos o prazer de conhecer e dar a conhecer uma dessas raridades, a Baga de Sal, uma guesthouse localizada na Rua do Gravito, nº 11, em Aveiro.

Maria Arminda Ferreira e Maria Rosa Macedo são as duas proprietárias do estabelecimento. Arminda, enóloga de formação, mirou um futuro incerto, ao trabalhar vários anos nas caves Aliança e começou a conceptualizar a marca 'Trincadeira' juntamente com um amigo, marca essa que já contemplava uma guesthouse. Dificuldades burocráticas resultaram num atraso do arranque da marca, que finalmente foi criada em inícios de 2010 , com a ajuda de Rosa Macedo e uma terceira sócia, Cecília. Já a guesthouse Baga de Sal, devido às complexidades do restauro do edifício, só arrancou em Setembro de 2010. Dada a degradação do edifício que alberga esta guesthouse, é fácil perceber o esforço que foi necessário para materializar o estabelecimento.

Apesar de tudo, Arminda e Rosa conseguiram criar um ambiente único, num espaço desafogado e convidativo ao convívio. Instalaram casas de banho nos sete quartos disponíveis, renovaram toda a instalação eléctrica e retiraram a vegetação bravia do pátio, onde agora é possível passar um belo serão à conversa com amigos e quiçá, até cozinhar umas iguarias aveirenses. Para rematar este espírito de segunda casa, os hóspedes têm sempre à sua disposição fruta e água, além da simpatia e disponibilidade de Rosa e Arminda. Este é o tipo de hospitalidade apreciado por qualquer pessoa e para o constatar basta observar a variedade de nacionalidades que todos os dias passam pelas portas da Baga de Sal. A título de curiosidade, na data em que esta entrevista foi efetuada, a Baga de Sal contava com turistas franceses, alemães, checos, italianos e portugueses.

Claro que quem visita Aveiro quer conhecer a cidade, portanto, Arminda e Rosa sugerem também os pontos de interesse na mesma e nos seus arredores. Arminda considera que Aveiro consegue criar ainda mais atratividade turística, algo que cative os turistas, de modo a permanecerem mais do que uma noite. Casas como a Baga de Sal ajudam a contrariar esta tendência, por vezes a longo prazo. Que o diga Arminda, que, vendo a indecisão de um casal brasileiro que procurava casa cá em Portugal, decidiu aconselhar-lhes a cidade de Aveiro. Moram cá até aos dias de hoje.

A atitude de Arminda espelha bem a da casa que criaram - proximidade, amizade e confiança disponível para o mundo a partir de Aveiro.  
Baga de Sal

 

2018-08-10T09:08:18+00:00