Zig Zag
— desde 1960 —

ZIGZAG · AVEIRO NOSSO

A cidade de Aveiro é considerada como um dos baluartes da liberdade, fruto do Congresso de Oposição Democrática, que se realizou entre os dias 4 e 8 de Abril de 1973. O governo de Marcelo Caetano enviou a polícia de choque, naquela que foi considerada como a última grande repressão antes do 25 de Abril de 1974. Por esses dias “quentes”, segundo Filipe Lopes, o Zig Zag serviu “de refúgio” para todos os que se quiseram “esconder”, cerrando portas em nome de uma liberdade que tardava em chegar.

Essas e muitas outras histórias fazem parte de um dos espaços de Aveiro que mais soube resistir à mudança do tempo, às novas gerações, às modas e sobressaltos de quem tem um espaço de restauração aberta. Este sucesso, contudo, só surpreende quem não conhece o percurso do Zig Zag e do “pai” Manuel e dos filhos Ricardo e Filipe, que sempre souberam estar “um passo à frente”.

Foi assim na abertura, em 1960, com um “look” dinâmico e versátil, “um pouco à imagem do que se fazia em Lisboa” até aos dias de hoje, numa luta que considera “titânica”: “Fomos nos atualizando, a tentar manter um espaço cosmopolita, que sobreviveu ao fecho dos cafés emblemáticos abertos na altura, como o Trianon e o Arcada. Hoje em dia continuamos a ser uma referência, principalmente porque conseguimos estar atentos ao que se passava à nossa volta”.

Foi assim com a Francesinha, sendo o primeiro espaço em Aveiro a vender a preciosa iguaria, na altura com o nome de “Big Tosta”, e tem sido assim, com uma dinâmica, que lhes permite responder a todas as solicitações: “De manhã pode vir ao pequeno-almoço, comer uma tosta mista, uma torrada ou um bolo de arroz com o Cappuccino e Meia de Leite, ao almoço um bife de alho, uma Sopa da Lota ou a Francesinha, à tarde beber um Gin, uma caipirinha e um prego no pão e à noite, ao jantar, um robalo grelhado”.

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2017-11-19T14:30:28+00:00